Então e os deveres?

17.04.24

Fala-se de direitos da criança e ecoam as vozes do Restelo receando a conversa e perguntam “então e os deveres?”. Hoje questiono o dever dos adultos em respeitar e promover os direitos da criança. Direitos e deveres não são mutuamente exclusivos e estão inter-relacionados. Devemos transmitir às crianças a sua responsabilidade, em casa, na escola, em sociedade, dando o exemplo de as respeitar como pessoas plenas com autonomia concordante com os seus direitos.  Criança é, segundo a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) “qualquer pessoa com menos de 18 anos”. Muitas vezes quem está entre a criança e os…
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Direitos das Crianças, Orientações e Regulamento da Inteligência Artificial (AI Act)

02.04.24

Com os 50 anos da Revolução de Abril em Portugal e os resultados das eleições é inevitável reflectir sobre o papel do Estado de Direito na proteção e promoção dos direitos humanos, em particular das crianças. Em 1986 Portugal deu um importante passo na adesão à Comunidade Europeia, e em 1989 os líderes mundiais assumiram um compromisso histórico com as crianças do mundo, adoptando a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CDC) em vigor desde 1990. O documento reconhece as crianças como sujeitos de direitos e a infância como período especial e protegido, no qual devem poder…
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Crianças criativas e criadoras: empoderamento pela tecnologia

19.03.24

Março é o mês histórico da mulher, das lutas pela igualdade de direitos. A minha avó, que, no início do séc XX, cresceu como filha de uma diretora de escola primária do Porto, contava-me os seus desafios: na ditadura, só para votar precisava da autorização do meu avô. Apesar dos avanços, ainda há entropias: a diferença salarial entre géneros e o acesso a oportunidades profissionais.  Impacto de Estereótipos de Género A sociedade está impregnada, de forma sistémica, de estereótipos de género, até nas metodologias de pesquisa e design de produtos. No livro “User Research with Kids”, Snitker examina a influência…
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Crianças, activismo e propaganda digital

05.03.24

Ao dizer a palavra “Propaganda”, despertei um grande interesse na minha filha. É um conceito complexo, capaz de moldar narrativas sociais contemporâneas. Compreendê-la é vital para a democracia. Durante as eleições, a propaganda emerge nas conversas, fora de períodos políticos, o tema é relegado a contextos históricos. No entanto, a propaganda ou propagação deliberada de ideias com o objetivo de influenciar e manipular a opinião pública, encontrou, no digital, novas formas de actuar. A propaganda digital existe em conteúdos publicitários e redes sociais, utilizando tecnologias como a inteligência artificial para criar imagens, áudio e vídeos sintéticos, resultando em deepfakes e fake news. Segmentada…
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Inteligência Artificial para Crianças

21.02.24

Há uns dias fui contactada por uma startup tecnológica, de Londres, para conduzir um workshop, de team building, sobre design centrado na criança. A sua missão é desenvolver soluções de Inteligência Artificial (IA) numa abordagem “criança primeiro”. A empresa oferece terapia assistida, para crianças com dificuldades na linguagem, fala e comunicação, combinada com a prática em casa, e visa democratizar o acesso a tratamentos personalizados, no sistema de saúde de Inglaterra (NHS). Tais aplicações de IA impulsionam o desenvolvimento das crianças, utilizando o reconhecimento de fala, o processamento de linguagem natural, grandes modelos de linguagem, companheiros virtuais (chatbots) e reconhecimento…
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Internet de casa ao serviço das crianças

06.02.24

O Dia da Internet Segura, celebrado em Fevereiro e apoiado pela Comissão Europeia, é uma iniciativa global promotora da literacia digital e da utilização responsável de tecnologias por crianças, adolescentes e famílias. Todos os anos, governos, ONGs, líderes da indústria, educadores e investigadores identificam desafios, partilham o “estado da arte” e desenvolvem estratégias para um ambiente digital mais seguro. A nossa influência na vida digital das crianças, pode ir muito além dos controlos parentais e dos limites de tempo de ecrã. Temos a oportunidade de estabelecer uma internet segura em casa a qual dá prioridade à experiência das crianças e…
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Podcast sobre co-criação e design ativismo ‘Designing for Children’s Best’ 🎧

22.09.23

Descrição do Espiódio No Dia Mundial da Criança, no Porto, mais de 250 crianças e adolescentes escreveram uma frase com mais de 40 metros de comprimento onde se lia “TEMOS DIREITOS, DESENHAMOS O FUTURO”. Crianças entre os 4 e os 16 anos participaram neste projeto de co-criação e sensibilização para o seu direito à cidade, expressando pensamentos, opiniões e sentimentos por palavras e desenhos no chão, a giz, numa superfície com mais de 500 metros quadrados no pavimento, no espaço urbano. Foi uma forma incrível de celebrar o Dia Mundial da Criança! Neste episódio, também enquanto representante do Capítulo do…
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Ativismo, Design e Co-Criação: “TEMOS DIREITOS, DESENHAMOS O FUTURO”

19.06.23

“O objetivo do design é aumentar as expectativas do que o design pode ser.”, a perspetiva de Paula Scher reflecte a natureza evolutiva do design. À medida que a tecnologia avança e os contextos culturais mudam, o design é desafiado a adaptar-se e a manter-se relevante. Para além de uma disciplina de resolução de problemas, o design é um meio transformador de partilhar o mundo em que vivemos, levantar novas questões e estar mais perto dos mundos ideais que imaginamos. O advento de novas ferramentas e tecnologias, incluindo os conteúdos visuais e gráficos sintéticos, gerados por IA, teve, sem dúvida,…
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Open-ended designs

22.06.22

According to Bruno Munari in his book "Da cosa nasce cosa", games and toys must stimulate imagination, they cannot be completed or finished, otherwise, users will not be able to be involved, to participate. For the ideal toy to be understood by the child, it must be clear to him or her immediately without any explanation: what it is and how it works. Open-ended is an object or equipment used by the child which doesn't have a predetermined use or follow rules or conventions. Leaving all the decision-making up to children allows them to make choices, create a personalised play, and attach meaning to the designs. As a result of open-ended designs, children can create their own rules, goals, and meanings. Their cognitive skills are stretched and their independence is supported by self-regulation and self-discovery.
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Children as co-designers and co-researchers

13.06.22

Adults' and children’s cognitive abilities are different. Children think differently than adults, the way they see the world is different, they don't think about constraints such as time or costs, or safety, all ideas are valid from the beginning, and their unbiased creativity potentiates the idea generation. Not that those concerns aren’t valid but it limits creativity and therefore hinder the design process. Engaging children as stakeholders in the design process brings positive outcomes such as valuable end-users insights and user engagement, idea-generation and rapid concept development, new knowledge acquisition, innovative design solutions, social and emotional inclusion, new domains of collective creativity, and more sustainable ways of living.
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Spatial design and the lockdown

06.06.22

In the last two years, during the COVID-19 pandemic, we’ve spent a lot of time indoors and our environments have become increasingly more relevant. All of us like to be in clean, organised, and well-lit places. To create an orderly preschooler workspace and address effective learning it's important to give them a strategically organised space, preferentially with good sunlight and proportional furniture where they can feel safe on their own, while we keep observing from a distance and give assistance when needed. Natural materials and textures, like wood, are preferred, as they enhance haptic experiences and develop brain connections.
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Child-centered design

01.06.22

Child-Centered Design is creating solutions for children using the HCD approach. A child-centered design approach is understanding children as social agents and active participants in society, as experts of their own experiences. The design process engages children with tangible, appealing and playful activities and allows them to create and imagine, providing them with opportunities to learn social interaction through positive recognition. In child-centered design the child is considered an equal and active actor, the process interlinks service design, children's rights and positive recognition and child-orientated approach.
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Drawing skills

30.05.22

Everything you need to draw can be deconstructed into five basic shapes: a line, a square, a circle, a triangle and a "blob" says Dan Roam, author of "The Back of a Napkin" a book about visual thinking with the focus on solving problems with pictures/drawings.

Drawing is a natural process for children, it is a form of communication and a way of expressing their feelings and understanding of the world around them.
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